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Brasil

20/06/2018 ás 09h26

Marcos Genilson

Hugo Napoleão / PI

Senadora Gleisi Hoffmann e Paulo Bernado são absolvidos pelo STF
Gleisi foi acusada de receber R$ 1 milhão em sua campanha para o Senado em 2010. O valor foi desviado no esquema de corrupção da Petrobras através de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler.
Senadora Gleisi Hoffmann e Paulo Bernado são absolvidos pelo STF
Gleisi Hoffmann e Paulo Bernado

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nessa terça-feira (19), pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.


Conforme a Agência Brasil, a senadora foi acusada de receber R$ 1 milhão em sua campanha para o Senado em 2010. O montante foi desviado no esquema de corrupção da Petrobras e negociado por meio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kugler, que também é réu. A denúncia se baseou nos depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.




  • Foto: Geraldo Magela/Agência Senado e Marcelo Camargo/Agência Brasil.Gleisi Hoffmann e Paulo BernadoGleisi Hoffmann e Paulo Bernado


A Corte seguiu o voto do relator do processo, Edson Fachin, entendo que os depoimentos de Youssef e Costa divergem e que não há provas suficientes para comprovar que Bernardo solicitou o dinheiro e que a senadora havia ajudado o ex-diretor a se manter no cargo em troca de propina.


Acusação de Caixa dois



Embora tenha votado pela absolvição da senadora, Fachin propôs a condenação da senadora pelo crime eleitoral de caixa dois por não declarar R$ 250 mil recebidos pela sua campanha à Justiça Eleitoral. Ainda assim, apenas Celso de Mello seguiu o relator. Os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, por sua vez, votaram pela absolvição integral de Gleisi e Paulo Bernardo, por falta de provas.


No início, a defesa de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo alegaram que a Procuradoria-Geral da República utilizou apenas depoimentos de delações premiada na denúncia feita contra os acusados, não apresentando provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.


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