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Saúde

13/07/2018 ás 13h58 - atualizada em 13/07/2018 ás 14h10

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Redação

Hugo Napoleão / PI

Piauí pede autorização à PF para plantar maconha com fins medicinais
Aqui no Piauí, as pesquisas sobre o uso do canabidiol são conduzidas pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi),
Piauí pede autorização à PF para plantar maconha com fins medicinais

O Piauí pode se tornar o primeiro estado brasileiro a plantar Cannabis Sativa, a maconha, para fins medicinais. É isto o que pretende o Governo do Estado, que entrou com um protocolo junto à Polícia Federal, em que pede autorização para iniciar o cultivo da planta e produzir o canabidiol. A substância corresponde a 40% do extrato da Cannabis e, segundo estudos desenvolvidos nos Estados Unidos, pode ser eficaz no tratamento de algumas doenças neurológicas.


Aqui no Piauí, as pesquisas sobre o uso do canabidiol são conduzidas pela Universidade Estadual do Piauí (Uespi), em parceria com a Universidade Federal do Piauí (Ufpi) e o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). Para fomentar os estudos, o Governo destinou o montante de R$ 1 milhão. O medicamento deverá ser produzido pelo laboratório de farmácia da Ufpi e o teste de qualidade será conduzido pela Uespi. Já o Ceir deve ficar responsável pela aplicação nos pacientes e acompanhamento dos resultados, foi o que informou o Governo do Estado por meio de sua assessoria.


As discussões sobre a produção de canabidiol no Piauí são feitas desde o começo deste ano, quando o Governo assinou um decreto autorizando a abertura para as pesquisas da natureza. Em 2016, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autoriza a prescrição de medicamentos a base de canabidiol.  Dois anos antes, em 2014, o Conselho Federal de Medicina já havia autorizado o uso da substância extraída da maconha no tratamento de crianças e adolescentes que sofriam com epilepsia e convulsões, e que apresentassem resistências aos tratamentos convencionais.


Atualmente, a importação da substância para tratamentos médicos é autorizada pela Anvisa, no entanto o paciente precisa ter em mãos a consulta médica e a prescrição e ser cadastrado na junto à agência. Só então a Anvisa analisa o pedido e autoriza a importação, que é feita pelo próprio órgão após fiscalização.


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