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11/11/2018 ás 10h07

Redação

Hugo Napoleão / PI

Laudo do IML descarta hipótese de infanticídio dos gêmeos de Curralinhos
Os bebês foram encontrados em um matagal na madrugada da quarta-feira (7) e mãe pode responder por abandono de incapaz
Laudo do IML descarta hipótese de infanticídio dos gêmeos de Curralinhos

Após perícia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) no casal de gêmeos encontrados mortos em um matagal no município de Curralinhos na madrugada da quarta-feira (7), a Polícia descartou a hipótese de que tenha ocorrido infanticídio e trabalha agora com a tese de abandono de incapaz. Após o exame, a causa da morte foi tida como desconhecida, mas o documento aponta que os bebês nasceram vivos.


O laudo do IML mostra que não foram encontrados sinais de violência física e por isso a possibilidade de homicídio foi descartada. Apesar do laudo inconclusivo, a Polícia acredita que as crianças tenham morrido sufocadas pela própria placenta ou algo do tipo e direciona a investigação para a causa da morte sendo abandono de incapaz, “porque a mãe na hora que teve as crianças voltou para casa e o irmão seguiu o rastro de sangue e encontrou os fetos sem vida”, afirma o delegado Anchieta Pontes, responsável pela investigação do caso.


O delegado esperava que o laudo do IML fosse mais esclarecedor a respeito da causa da morte, já que não há testemunhas.


“O resultado não esclareceu muita coisa. Como a prova testemunhal não existia, a gente esperava que a prova técnica pudesse dar um norte. No laudo, o médico descarta que as crianças tenham sido assassinadas”, explica.


 


Segundo ele, a equipe de investigação acredita que, por não terem a assistência de um médico no momento do nascimento, os bebês acabaram morrendo. 


"Não teve aquela reanimação, limpeza e aquele procedimento todo. (...) A mãe teve as crianças e não providenciou um cuidado. Ela podia ter procurado ajuda do irmão, mas ela estava passando mal também", diz.


O delegado Anchieta Pontes afirma, ainda, que os próximos passos da investigação é ouvir o Conselho Tutelar, o irmão da mãe dos gêmeos (que encontrou as crianças), os avós e, por último, a mãe dos bebês. Ao portal ODIA, ele explicou que precisava do laudo para poder prosseguir com as investigações, já que para responder pelo processo é necessário uma acusação concreta "para que a mãe possa se defender".


Fonte: Portal o Dia


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