Sábado, 23 de fevereiro de 2019
86 9 9455-5513
Brasil

27/01/2019 ás 16h18

Marcos Genilson

Hugo Napoleão / PI

Ministério da Justiça diz que não houve omissão sobre ameaças a Jean Wyllys
A pasta, hoje comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, emitiu nota onde afirma que abriu diversos inquéritos para investigar ameaças contra o deputado, em 2017 e 2018
Ministério da Justiça diz que não houve omissão sobre ameaças a Jean Wyllys

O Ministério da Justiça, responsável pela Polícia Federal, afirmou em nota, neste sábado (26), que lamenta a decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de deixar o país por causa das ameaças de morte que vem sofrendo e negou que tenha havido omissão das autoridades.


Segundo a pasta, hoje comandada pelo ex-juiz Sergio Moro, a PF abriu diversos inquéritos em 2017 e 2018 para investigar ofensas e ameaças contra o deputado. As apurações, ainda segundo o ministério, estão em andamento e já identificaram um dos autores, que foi preso no ano passado.


O suspeito integrava um grupo autointitulado "Homens Sanctos" e usava a identidade falsa de Emerson Setim para fazer ameaças a Jean Wyllys, informou o ministério.


"O Ministério da Justiça e Segurança Pública repudia a conduta dos que se servem do anonimato da internet para covardemente ameaçar qualquer pessoa e em especial por preconceitos odiosos. Lamenta-se a decisão do deputado de deixar o país, mas não corresponde à realidade a afirmação de que há omissão das autoridades constituídas", diz a nota.


Wyllys anunciou na quinta-feira (24) que decidiu renunciar ao terceiro mandato na Câmara dos Deputados devido às ameaças. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o deputado disse que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (Organização dos Estados Americanos) emitiu uma medida cautelar sobre sua situação após eleição.


"O documento é claríssimo: é baseado em todas as denúncias que nós fizemos à Polícia Federal, no fato de que a Polícia Federal não avançou nas investigações sobre as ameaças contra mim. No fato de que a proteção era pífia", declarou Wyllys.


O deputado, que está fora do país, vive com escolta policial desde que a vereadora Marielle Franco, do mesmo partido dele, foi assassinada no Rio em março do ano passado.


 

Fonte: Folhapress

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
© Copyright 2019 :: Todos os direitos reservados
Site desenvolvido pela Lenium